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não-mente: você.


Tem a mente e tem “você”. Você obedece a sua mente até que você desperte. Quando você desperta, você desobedece a sua mente. Na medida da desobediência, beirando o absoluto, a mente desaparece. Ela precisa da sua obediência, de alguma maneira, pra existir.


A mente diz “Estou cansado!”e o que você sente? A mente diz “Estou com sono!” e o que você sente? A fala dela é anterior ou posterior à sensação? Observe. Quem é que diz que isso é “cansaço”? Quem é que diz que isso é “sono”?


De onde vem esse metabolismo de experiências constantemente? Se você se presta à Observação desobediente dessas propostas, você se liberta. É como aquela história do iluminado que fuma e afirma que não é ele que está fumando. Mas isso burla a regra que a mente prega e obedece. Aqui cabe, então, compreender a questão fundamental: quem é você? Quem você pensa que é? Examina!


É nesse ponto que você pode se dar conta de que não tem como ficar livre de coisa alguma. Você só vai estar livre de tudo, quando estiver livre de você. Ou melhor, da noção que você tem de você. Você não é, nunca vai ser e nunca foi isso que você pensa que é. Existe um mal entendido. Dê-se conta!


Satyaprem

QUEM É VOCÊ

 
"Quando a mente estiver emaranhada no velho vicio, dê-lhe uma "chupeta". A pergunta "Quem é você?" deve ser a sua melhor amiga. Mesmo num momento de turbulência, se você já se deu conta de quem você é, não só pode perguntar para si mesmo, como pode receber as ofertas feitas para que você desperte.

Por mais que tudo pareça perdido, quando você sabe quem você é, num mínimo instante, tudo desaparece. Tenha isso claro, e será iluminador."

Satyaprem

MEDITAÇÃO - NÃO FAZER



O que você está dizendo é que meditação = auto-observação? É isto? Outra coisa, como ensinar alguém a meditar?


Sim, no entanto, meditação enquanto método, que pode ser ensinado/aprendido, é preparação para auto-observação. Prepara o terreno. Existem métodos para isso, Osho deixou vários. No entanto meditação não é aprendida, é um desaprender daquilo que a sociedade te ensinou. Quanto mais vago
disso, mais meditação. Isso pode também ser visto como a presença da observação na vida de alguém. A Consciência da observação. Um pós-método... O terreno preparado. Preparado para quê? Para a possibilidade do sumiço do fazedor! Vulgo iluminação.

Satyaprem

SILÊNCIO



Sempre que existe alguém disposto a se afastar dos pensamentos,

a se afastar das emoções, a se afastar de si mesmo, o aqui se abre.

Não guarde isso como uma memória.

Não tem uma memória do aqui.

Reconheça a possibilidade preciosa de estar presente para sempre.

Este momento é eterno!

O aqui é imensurável, ele não termina.

Quando começam os pensamentos, acesse com um pouco mais de acuidade, o

fato de que, mesmo que os pensamentos estejam, o Silêncio continua.

Para os desavisados, parece que o Silêncio desapareceu, mas não.

É por causa do Silêncio que existe possibilidade de ruído.

Se não houvesse Silêncio não teria ruído.

O Silêncio é a fonte de tudo.

De onde tudo vem e para onde tudo vai.


Satyaprem

FLORES E ESPINHOS


Palavras do Osho: “Amor, eu sou um com todas as coisas. No momento que sei quem eu sou, no momento que vejo quem eu sou, no momento de sabedoria, eu sou um com todas as coisas, eu não consigo perceber nenhuma divisão. Em beleza, em feiúra, para o que quer que seja, aí estou, aí eu sou. Isto eu sou. Não somente em virtude, mas em pecado também. Eu sou um parceiro não somente no céu, mas também no inferno. O inferno também é meu.”
 Estas palavras não poderiam ser mais minhas. Fomos condicionados a crer que o inferno é o outro, mas é justamente neste ponto que nasce a separação. É deste jeito, vivendo sob essa crença, que o inferno o persegue.

Se você ousar olhar com carinho para tudo que o cerca, somente uma visão é possível: não há nem certo nem errado, nem mocinho, nem vilão. Os acontecimentos seguem condições: algumas coisas acontecem para uns, outras para outros... Tudo acontece como tem que acontecer. Lembre-se: “Eu sou um parceiro não somente no céu, mas também no inferno”.

E Osho segue seu discurso... “Buda, Jesus, Lao Tzu... é muito fácil ser herdeiro deles. Mas Gengis Khan, Tamur, Hitler... eles também estão dentro de mim. Não há metade. Eu sou a humanidade em totalidade. O que quer que seja do homem é meu. Flores e espinhos. Tanto a escuridão quanto a luz. E se o néctar é meu e só meu, de quem é o veneno? Néctar e veneno, ambos são meus. E quem quer que seja que experiencie isto, eu chamo de religioso.”

A atitude da mente é separar o certo do errado, mas isto não é religioso, unificador. Quando você descobre quem você é, nota que tudo pode ser acomodado dentro de você – ou, melhor, não somente pode, como essa é a única verdade, embora seja negada o tempo todo. Tudo está dentro de quem você é.

Olhe a sua volta e veja tanto o néctar quanto o veneno – ambos ocorrem na superfície, não os julgue. Esteja atento ao “ambiente” em que eles ocorrem. Nem céu, nem inferno – quem você é, está além dos dois, e não há a menor possibilidade de ser compreendido pela mente. A mente separa, religioso é ser fiel ao Um, não-dois.

Satyaprem

Sem saber


Um mestre perguntou ao seu discípulo:
- Aonde você está indo?
- Eu vou por aí
- Por aí onde?
- Não sei.
- Não saber é um bom jeito de ir – concluiu o mestre.

Permaneça no não-saber e você estará ininterruptamente em sintonia com a Consciência.
Só a mente insiste em saber e dar sentido a tudo – ela pensa que sabe.
A graça de estarmos reunidos está em reconectar e ressaltar o ininterrupto como absolutamente primordial.

Satyaprem


entrem e sentem.
conversaremos os pés.
sobre o nada.

Sobre o que nós temos que ...falar, só os seus pés irão entender.
E quando chegar à cabeça... estará além das palavras.

Satyaprem





Este é o único problema: não aceitar aquilo que está posto.(Satyaprem)

Nenhum Messias virá. você tem que fazer seu próprio trabalho, você tem que ser responsável por si mesmo. e quando você é responsável, as coisas começam a acontecer.
Osho

TUDO ESTÁ PERFEITO




Para onde você olha para ver que tudo está perfeito?

 Participante – Para o aqui e agora.

 Este é o único movimento necessário.
Só nesse lugar, tudo está perfeito.
 Porque do lado de fora não há perfeição.
E, diga-se de passagem, não é por estar imperfeito que não há perfeição, é por causa dos seus olhos.
Pois tudo está perfeito, sempre.
Note!
Olhe as flores no jardim!
Veja a tamanha criatividade...
Nenhum de nós seria capaz de emular qualquer uma delas.
Aliás, dê-se conta de que você não passa de uma flor – um pouco mais complexa, eu diria, mas tão bela quanto.
Renda-se à magnitude do Todo!
Note isso e comece a viver num estado de prece e agradecimento, ao invés de viver tentando mudar e melhorar, baseado nas ideias fantasiosas, vindas de outrem, a respeito da realidade.

Satyaprem

ESPELHO VAZIO

"Esta é a mente de um buda. Estás diante dele, e ele fica repleto de ti. Tu te vais, foste. Nem uma só lembrança fulgura. Um espelho não tem passado, e também um buda não o tem. Um espelho não tem futuro, e um buda também não o tem." Osho "Tantra - A Suprema Compreensão"
No mais íntimo do ser, nada acontece. É só paz, silêncio. Na periferia, tudo acontece. O eterno fenômeno do vai e vêm, acontecendo e des-acontecendo.

A noite sucede o dia e vice-versa. A única certeza é a diferença, sempre o novo, sempre outro. A primavera, o verão, o outono, o inverno, sucessão de eventos, Experiencias. Tudo sendo percebido. E aquilo que é percebido não é o que percebe. Vem o amor e vai. Vem o medo e vai. Passa um pássaro. Passa o passado. Passam nuvens e o céu permanece impassível, silencioso.

Assim, um espelho vazio,o ser observa o eterno movimento dos ventos e das velas. Um em tudo...


SATYAPREM
 
‎"Visite o ambiente do buda o máximo que puder, visite a sabedoria da Consciência o máximo que puder – até que não haja mais distinção entre você e a Consciência. No começo, parece haver distinção, parece haver separação, porque a sua atenção está focada em inúmeras coisas. Ora você está alerta disso, outrora daquilo. Já a Consciência é contínua, ela não sofre interrupção – e isto é você." Satyaprem

OBSERVADOR

Todos os movimentos de dualidade:
julgamentos, conflitos, reações...
são apenas manifestações do ego.
 Contemplá-los basta para fazê-los desaparecer,
 ter a consciência consciente deles.
Ver-se agir.
 Isso basta!

(Ram)


ηαмαsŧÊ

MENTE APOSENTADA



Na seta do Mestre presente, a mente aposentada aquietou-se...Stop! A verdade revelou-se...Namastê mestre Satyaprem Prem

CÉU: O LIMITE DO ILIMITADO


Você se dedica, incansavelmente, a arrumar e decorar os quartos dos seus castelos de areia. Mas, que ordem pode ter um castelo que não existe?


Sua mente precisa ser convidada a ver isso! Se ela puder ter o vislumbre de que os castelos são de areia, isso é o suficiente para que você descanse, se acalme, relaxe, celebre e curta todos os momentos. E, saiba, isso não exclui absolutamente nada. Se dói no seu estômago a comida que você comeu, chore! O corpo irá lidar com seu karma, no momento presente. Não deixe que nada interfira na integridade do momento presente. Não se confunda! Promova esse compromisso com o Presente que te é dado a todo instante.

Os indianos chamam de “Satchitananda”, aquele transbordamento que acontece quando você olha e vê que você não cabe dentro de si mesmo. O corpo transborda através dos olhos, lágrimas correm, há um transbordamento – afinal, não tem como conter Aquilo que você verdadeiramente é, dentro desse corpo mínimo. Estamos falando de “reconhecimento”. Quando você não faz vista-grossa, pode notar o seu corpo andando, falando, sentindo, comendo... Você simplesmente nota, observa, tudo isso acontecendo.

Você é aquele que vê, você não é aquele que come, que anda, que chora... A partir desse reconhecimento, você anda sem andar, senta sem sentar, come sem comer... Seu nome é Observação e seu sobrenome é Paz. E aquele que Observa não se importa nem se desimporta com o que está sendo observado, ele apenas observa, sem a menor interferência no destino do corpo ou da mente

Satyaprem: o mundo não é idéia minha


Definitivamente, não estou aqui sentado para consolá-lo, nem confortá-lo, porque eu não acredito que você precise de conforto ou consolo – você não é uma vítima! Acorde!

Tenha coragem de remover a tela que o separa de tudo e faz com que você sofra. Veja que você não sofre porque o mundo quer que você sofra, mas porque você tem uma ideia sofrível a respeito do mundo.



Viva o mundo do jeito que ele é, assim como os lírios, que não têm ideia nenhuma do mundo. Os lírios não tentam tornar-se presidente ou pregar a paz mundial. Torne-se um lírio e veja que o mundo não existe assim como você concebe, porque o mundo é exatamente a ilusão em acontecimento.



“TODA DIFERENÇA É IGUAL!”


“Penso, logo existo!” O que você tira dessa afirmação? Não nos foi ensinado a considerar que, sendo assim, sem pensar, não existimos.



Já parou para investigar quem é que precisa de tantas referências externas para estar bem ou mal? Mergulhe no agora e veja que você é beatitude, bem-aventurança. Essa totalidade é insuportável para o pequeno eu. É por isso que ele coloca o dedinho do pé dentro dessa realização e diz: “Queimei! Não quero mais...” o pequeno eu adora a diferença.

Seria o fim do pequeno eu, aceitar a igualdade, a unicidade. O pequeno eu é universal, e estamos aqui, conversando, porque voltar-se para dentro aniquila todas essas ideias e ressalta a sua natureza mais intrínseca, que é una para com tudo e todos. SATYAPREM



“NÃO PENSO, LOGO EXISTO!”

FONTE: http://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=http%3A%2F%2Fsatyaprem.blogspot.com%2F2011%2F09%2Fblog-post_05.html%3Fspref%3Dfb&t=toda+diferen%C3%A7a+%C3%A9+igual

Simplesmente esqueça...



Nós não estamos falando aqui a respeito de regular a sua vida, não precisa disso.

Nós estamos falando a respeito de quem é você?

Deixe cair os seus conceitos ou investigue os seus conceitos e eles even-

tualmente largarão você. Eles vão para um outro lugar, eles não podem ficar

onde há luz. Eles morrem. Eles vivem em escuridão, eles precisam da escuridão, eles

precisão da ignorância. Se você ascender à luz, eles largam, eles morrem!

É a respeito de apagar a noção que você tem de si mesmo. Simplesmente esqueça!

Quando você se pegar pensando a respeito de você mesmo, esqueça!



Satyaprem

Não existe mente, só existe Consciência! - (Satyaprem)


"Quando a Consciência identifica-se com a forma, com o corpo e com a mente, ela ignora sua própria Natureza. Nessa ignorância, ela sofre. Quando a Consciência não se identifica com a forma, com o corpo e com a mente, ela reconhece sua própria Natureza, ela não está em ignorância, ela não faz vista-grossa. Ou a Consciência ignora a si mesma, ou a Consciência reconhece a si mesma. Quando identifica-se com a forma, com o que ela vê, o que acontece com ela? Quando ela se torna aquilo que ela vê, quando o céu decide que ele é as nuvens que passam, o que é que o céu está fazendo?! Eu não disse que ele deixa de ser o céu, eu disse que ele ignora a sua própria Natureza. O esclarecimento, a clareza acontece quando isso se resolve. Eu não mais ignoro a minha própria Natureza. Ele não deixa de ser o céu. Esse céu do qual eu falo e essa nuvem da qual eu falo é você. Você, quando se identifica com o seu corpo e sua mente, o que é que acontece com você?! Você tem medo de morrer, você tem medo de um monte de coisas, você sofre. Você sofre dos apegos, dos desapegos, das coisas que acontecem... Quando você se dá conta do que você é, que você não é o corpo e a mente, você não ignora mais o seu corpo e a sua mente, você vê quem você é. E nisso acontece liberdade, libertação. Quando eu me identifico, quando a Consciência se identifica com a forma ela tende a sofrer. Quem que sofre?! Não é a Consiência em si, é o corpo e a mente. É a ignorâcia. Na verdade sofrimento é ignorância. Não existe sofrimento.



Quando a Consciência se dá conta do que realmente é, o que é que acontece?! Quando você olha pra dentro e vê quem você é, aquilo foi tornado real agora ou aquilo já era?! Então, nunca deixou de ser Consciência, mas ignorava sua própria Natureza. Olha! Não tem corpo e mente. Só Consciência! Isso precisa ser acomodado em você. Porque é aquela história: "Eu posso sair de onde eu sou?!" Não, eu não posso, não tem como. A mente existe, enquanto mente, em si?! Pra responder essa pergunta você tem que olhar e ver... Direto! O que é essa coisa que existe em si, independente do que você vê?! Consciência, céu azul. As nuvens que vêm, que vão, que passam, o avião que está passando não mexe no céu, não transtorna o céu, não acontece nada no céu. O céu continua o mesmo, ileso. Essa é a Natureza do teu Ser. Isso é você. Você permanece ileso. Se alguém te dá uma facada, se alguém te mata, se alguém te estupra, se alguém te elogia, se alguém te dá um prêmio, se você ganha o "Oscar"... Tudo isso está acontecendo na periferia. Você não ganhou "Oscar" nenhum. E se você ganhou o "Oscar", quem que deu o "Oscar" pra você?! Não foi você mesmo?! O convite é você Ver. Mente, corpo, forma... só existem porque Consciência existe. E nesse sentido, não existe corpo e forma, só existe Consciência. Sem Consciência não existe corpo e forma. Mas sem corpo e forma existe Consciência?! Claro que sim. Se você tirar a nuvens do céu o que é que fica? Muda alguma coisa para o céu?! Consciência é tudo o que existe. A mente em si, não existe. Ela também é Consciência... Adulterada, em confusão.



Consciência existe. Mente não existe. Quando a mente se elabora, quando a mente se explicita, quando ela se lucida, se ilumina, se esclarece o que é que fica transparente através da mente?! "O que É", sem tirar nem pôr. A única coisa que a mente tem que começar a fazer é esse trajeto todo. Ou melhor, a sua Consciência tem que começar a ouvir, através da mente, o que está sendo dito e elaborar isso internamente. E veja cada vez que eu estiver falando isso, se isso não pode ser elaborado por você da mesma forma; se você me entende. Porque se há confusão você não vai fazer investigação nenhuma. Você precisa entender o que eu estou dizendo. Nem mente, nem corpo existem. Tudo o que existe é Consciência.



Não existe mente, só existe Consciência. Consciência ignorante de si mesma é mente. Consciência reconhecendo a si mesma é não-mente. E não é um acontecimento, é algo que está aqui-agora. Tem que ser aqui-agora. Se você pousa, se você descança nesse reconhecimento, na sua Natureza, o que acontece com a sua mente? Você já experimentou isso! O que acontece com a mente? O corpo parece até se deformular, ele fica meio... Vira uma sensação dentro dessa Consciência, e mais nada. As nuvens passam, os pássaros passam, os aviões passam... e o céu cotinua inalterado. Ele permanece inalterado. Aos nossos olhos existe uma ilusão... Agora, por exemplo, você percebe que o céu começa a escurecer. Mas será que ele está escurecendo mesmo? Ele não está escurecendo! Ele permanece exatamente o mesmo. Essa observação tem que ser retilínea em relação a você mesmo. Veja que você é imutável! Você, quem você verdadeiramente é, enquanto ser, enquanto Consciência, permanece absolutamente o mesmo.



Você, enquanto mente, não tem o menor controle sobre sua Consciência, em expandí-la... O que as pessoas chamam de "Expansão da Consciência" é a expansão do sistema neurológico, do cérebro. Se eu tomar uma droga com vocês, a nossa Consciência vai perceber coisas que não estão aqui. Vai alucinar, inclusive. Isso é "Expansão da Consciência", ou isso é expansão do campo perceptivo através de uma manipulação química dos teus neurônios?! Não confunde uma coisa com a outra. Se você toma um ácido, ou o que quer que seja, e de repente você se vê no meio de Shiva dançando... O Shiva é conteúdo da sua mente. Não existe Shiva! Shiva é o céu azul. Você vê o Osho... Osho é o céu azul. Os corpos dessas entidades são apenas nuvens que passaram, e o céu continua. Todos eles apontaram para o céu. E essa é a tua Verdade também. Ela não tem chance de ser outra. Então, não existe "Expansão da Consciência". Existe manipulação da forma de perceber. Eu lembro de ter tomado ácido, de ter tomado chá de cogumelo e eu olhava para as árvores e elas tinham uma aura, elas brilhavam, elas não sei o quê... às vezes até falavam comigo. Mas isso não estava acontecendo. Isso apenas estava acontecendo dentro da minha mente, que agora estava fora da sua frequencia normal, porque foi alterada quimicamente. É bom pra mostrar para a mente muito quadrada que nem tudo o que ela pensa é verdade, que tem um universo de coisas... Mas o meu convite agora é você perceber que nem tudo é verdade. Ou melhor, que nada do que você pensa que é verdade, é Verdade.



Para você começar a penetrar no mistério que você é, você deixa para trás tudo o que você sabe. As palavras... Tudo! Você só pode penetrar aí desnudo de tudo. É tudo uma brincadeira... Localize-se! A Consciência não dá nome a nada, quem dá nome às coisas é a mente. A mente dá nome às coisas e diz: "As coisas são os nomes que eu dei". O quê que ela fez com o mundo? Enclausurou! Não existe mais mistério. Ela está sempre buscando uma explicação. Os olhos da criança não pedem explicação. O que isso significa?! Só fica aí e te deleita... Não existe "por que". Não tem sentido! Se você fica solto, se você se entrega. Se você se deleita, você vai ver o que você está fazendo aqui. Uma hora uma coisa, outra hora outra. Pronto! Mais nada! Você é uma nuvem no céu. Eventualmente você desaparece no céu de novo, de onde você veio. Em outras palavras: você nem veio do céu, você nem vai para o céu; você já é o céu. Mas está confundido com a nuvem que passa, que vem e que vai. Entra no inominado. Entra! Ele já está revelado para você."




VOCÊ NÃO É O QUE VOCÊ PENSA QUE É...


você não é o que você pensa que é

Você não pode ser nada que você esteja vendo, você é simplesmente aquele que vê. Você não pode ver a si mesmo, por que quem veria? Aquilo que nós somos, a Essência ( aqui eu estou usando a palavra Essência), é imensurável, portanto não tem como medir. Nem na largura, nem no comprimento e nem na profundidade. Por isso chama-se de imensurável. No entanto, pode-se saber, pode-se realizar, pode-se reconhecer isso pelo simples motivo de que isso é a nossa realidade.



O objetivo deste encontro é fazer com que você se encontre. Pode-se dizer como um fim de busca.



Pode parecer pretensioso para você nesse instante, mas é assim que é. A meta é fazer você saber quem você é. Não é quem você pensa que é, mas quem você é em realidade. É mostrar à vocês que existe uma série de mal-entendidos que têm sedimentado a sua busca. O que vai ser dito vai colocar, de uma certa forma, de cabeça para baixo uma série de coisas em que vocês têm acreditado. E está tudo vinculado, na verdade, com: "Quem é você?" Essa pergunta clássica, "Quem sou eu?"



Quantos de nós têm perguntado há tanto tempo... "Quem sou eu?" Ou, talvez nunca tenha cogitado tal pergunta, mas eu quero que nesse momento vocês não só perguntem, eu quero que vocês encontrem a resposta. Na verdade, não há resposta para essa pergunta... Há um "ver" nessa resposta, ela não é uma resposta com palavras, com entendimento em si, mas um "ver", um "ver" que não necessita dos seus olhos... Na verdade, não necessita de nenhum dos seus sentidos. Até esse presente instante, você tem vivido, sentido e experienciado o mundo através dos seus sentidos... Eu quero que você tire tudo do seu caminho, da sua frente, para que você possa "ver".



O que eu estou dizendo, são conceitos. Conceitos que apontam para algo. Eu quero que você olhe para esse algo e esqueça os conceitos. Tudo o que eu estiver falando ou que eu investigar será uma experiência minha. Eu quero que você também a tenha. Eu estou aqui para compartilhar com você essa realização, essa clareza. Eu quero que você acorde para quem você é e isso você pode fazer. Você está completamente habilitado a fazer. No entanto, a minha novidade é um tanto quanto frágil, porque eu vou lhe dar uma coisa que você já tem! Eu só quero que você atente e veja com consciência que você já tem, que você é aquilo. Essa é a minha única função.



Isso não vai melhorar a sua vida, mas vai simplificá-la. Você ainda vai morrer, você ainda vai sentir dor, mas tem uma coisa que em nosso processo completo de vida não levamos em conta, não é falado, não é tocado, não é elaborado de forma alguma. Nós vivemos dentro da nossa cultura de uma forma refletida! Nós nos refletimos nos outros, nós refletimos a nossa existência. E uma experiência refletida é secundária. Ela é indireta, não é uma experiência direta de quem somos. Por isso as pessoas sofrem, porque elas vivem de acordo com o reflexo e o reflexo não é o que você é. Você não é o seu reflexo! Você é aquilo que é refletido, você é aquilo que está atrás do espelho!



E o que eu quero trazer para vocês, de uma certa forma, vai ser complicado de "entender", porque isso passa por uma novidade absoluta. Nós nos relacionamos com o mundo como se o mundo fosse um objeto, as pessoas fossem objetos e nós fossemos um sujeito. Bem, a novidade que eu quero compartilhar com vocês é que vocês não passam de objetos também. Essa pretensão de ser alguém, que você chama de eu, é apenas um objeto. E aquilo que você é, transcende tudo isso, porque não pode ser manipulado por ninguém.



Trazer você direto para essa visão, é o propósito deste encontro. Você é capaz de "ver" isto, porque você é aquele que está "vendo"... Tenho uma sugestão: eu quero que vocês consigam, de alguma forma, suspender completamente as suas memórias e as suas idéias a respeito de tudo. Tudo aquilo a respeito do que vocês têm idéia, por mais sedimentadas e comprovadas, são apenas idéias. Ponha na prateleira, imagine que você tenha uma livraria dentro da sua cabeça e lá você tem todas as idéias colocadas em livros: sexo, família, verdade, iluminação, eu, o outro, nós, o que quer que seja. Deixe tudo isso na livraria e tente acessar aquilo que eu quero, diretamente, sem nenhum vínculo com aquilo que você já viu antes.



Você não tem nome, não tem forma, não tem tamanho. Tampouco há sensação que possa descrever você. Todas as sensações ocorrem "dentro" de Você. Não importa o que você faça, Você está observando... Não importa a imagem que venha, o pensamento que venha, a emoção que venha, quem é que sabe disso tudo? Esse, é quem Você é. O foco é nesse que Você é e não nos objetos de observação. Objetos vêm e vão.



Mas Consciência, Atenção... Não importa o que você faça, você está sempre ciente de alguma coisa, não é verdade? Pode não ser aquilo que a mente queira estar consciente de. Você queria falar uma coisa e você esquece, você está consciente de que esqueceu! A Consciência permanece como cortina de fundo para o que quer que seja que aconteça na periferia. É imutável e não depende de você fazer coisa alguma. Não importa o que você faça, se você beber 3 litros de whisky e ficar muito bêbado, você sabe que está muito bêbado e talvez desmaie, perca a consciência periférica, mas aquela Consciência, que não precisa de experiência, permanece, porque Ela é independente, Ela não pode ser experenciada por você, porque Ela é Você.



Mas, quando eu digo Ela é Você, você pensa em você como uma entidade, mas não é você como uma entidade, é você como uma não entidade. É uma imaginação sua que existe alguém que precisa de mais amor, alguém que precisa de menos amor, alguém que precisa de mais liberdade, alguém que precisa de mais dinheiro, alguém que precisa disso e daquilo e daquele outro e que pede para o outro, que também é um ninguém, que satisfaça as vontades desse alguém. É um sonho, que não funciona, já funcionou? Olhe bem para a sua própria vida e diga se funcionou...



De onde que eu foco? Para onde que eu foco? Onde você tem focado toda a sua energia até esse momento? Na periferia, tentando fazer com que os outros entendam você, tentando entender os outros e sempre o que resta é um nível de falência, um nível de fracasso, porque não existe ninguém; porque existe ninguém. Enquanto você foca na periferia você não sabe que não existe ninguém, você então pensa que existe alguém, e assim se complica.



Como é que você vai ver e ficar em paz com esse Silêncio, que é inerente a você, com essa natureza que você pensa ser? Se alguém não lhe dá aquilo que você quer, você observa e aceita, porque não tem outra coisa a fazer. O seu foco muda da periferia das satisfações, dos sentidos... O enfoque então, é naquilo que você verdadeiramente é.



É óbvio que você vai usar o seu nome. É óbvio que você vai se mexer normalmente, quanto mais, melhor. É essa a ordinariedade que o Osho pediu e da qual tanto falava. Seja ordinário! Os outros iluminados que a gente conhece são todos extraordinários. Você não foi ao Himalaia? Como é que você vai iluminar? Explique! Algum astrólogo fez a sua carta natal quando você era pequeno? Ou, você deu três passos quando nasceu? Alguém leu numa folha de bananeira o seu futuro, que você iria iluminar aos 33? Era a imaturidade dos tempos que precisava daquelas histórias. Você não precisa! Fique quieto, saiba, é a sua natureza!



A mentira é que você não é um Buda. A verdade é que não há o que dizer e quando não há o que dizer, o que a gente faz? A gente fica quieto. E a natureza desse Ser que você é, é o Silêncio. Vocês já notaram isso? É uma atenção silenciosa. É um êxtase que não pode ser provado, que não pode ser experenciado por você, porque ele é Você. Para ter uma experiência de alguma coisa você precisa estar fora dessa coisa...



A mente gostaria de fazer exatamente isso, experenciar o que eu estou dizendo. Mas a única prova que você pode ter é: Saiba! Fique quieto e saiba você mesmo. Você não precisa da aprovação de ninguém. Quem que vai lhe dar uma aprovação senão você mesmo? Senão esse Ser que você é? Se esse Ser que eu sou é o Ser que você é, como eu posso lhe dar uma aprovação? Não existe eu, não existe você, só Aquilo. Então é indiferente. Quando você sabe, a autoridade nasce de dentro de você inerentemente, naturalmente, sem você ter de fazer nada... E você pode até ser incapaz de transmitir ou conversar a respeito, mas quem se importa?... Esse não é o ponto. A preocupação única que pode ter é: saiba!



E, preocupe-se sem se preocupar, busque sem buscar, porque não está longe de você não está num lugar inacessível muito embora a mente duvide. Talvez você não veja, tem uma neblina e aí a neblina sai, e lá está o Himalaia, aí vem a neblina de novo e você diz: "não pode estar lá" ; e aí sai a neblina e está lá. A neblina é a mente, deixe-a fazer isso por quantas vezes ela quiser, só lembre-se de uma coisa: o Himalaia está lá quer você veja ou não.



Você é iluminado quer você saiba ou não, porque é a sua natureza, entenda isso também. Você não pode possuir isso, ao contrário, isso o possui. Está claro? Não tem como você conter isso dentro de você, como é que a gota vai conter o oceano dentro de si mesma? Não tem como condensar a complexidade de tudo dentro de uma gota. É muito mais fácil, muito mais simples, a gota entregar-se, não é? E, se ela se entrega, ela deixa de ser gota e esse é o seu medo.



"Mas se eu não sou mais uma gota, o que é que vai acontecer?" Não vai acontecer nada, só vai acontecer que você não vai mais ter a ilusão de que você é uma gota e a mitologia diz que talvez você não tenha mais vontade de viver nesse corpo. Mas você não vive nesse corpo, essa é a ilusão da história. É esse corpo que vive em Você! É apenas uma brincadeira da Existência para compreender a si mesma, para ver a si mesma, ela lhe dá esses olhos e toda essa capacidade de compreensão. É tanta compreensão que chega a confundi-lo. A vaca não se confunde, não sei se vocês já observaram. Já viu uma vaca discutindo com o touro? "Por que tu vais com aquela outra vaca?" E quanta coisa acontece nessa incompreensão, nesse mal-entendido, inclusive aquela coisa que a gente chama de comparação. Conhece, não é?



"Eu não sou espiritual o suficiente, aquela pessoa é mais espiritual do que eu" , ou o contrário, "eu sou muito mais espiritual do que aquela pessoa" . É tudo periférico. A mente questiona tudo isso porque ela acha que a realização da Essência tem uma forma, uma cara, uma estrutura que, se realiza a Essência, você tem de se comportar de uma determinada maneira, provavelmente baseado nas outras maneiras que você já leu em algum lugar. Esse é o seu problema. Você está tentando comparar com as coisas de outros tempos.



A natureza desse Ser que eu sou, desse Ser que nós somos é Silêncio, é Paz. Todos vocês já provaram: ou andando de bicicleta, ou depois de uma transa, ou depois de uma boa comida e um copo de vinho, ou depois da Dinâmica, ou durante a Dinâmica, ou em algum grupo, ou em algum momento, não provaram? É uma coisa que independe , não está sob o seu controle. "Não está no meu controle" . Mas esse é o mal-entendido da casca da cebola, achando que de alguma forma eu tenho controle sobre o que acontece.Qual é o entendimento da pérola? Não está sob o meu controle, eu não controlo mais. Qual é a natureza dessa Essência que você é? Silêncio, Paz, Verdade são inerentes a esse processo. A Verdade é a natureza desse Ser que você é.



A gente fica esperando aquele livro que virá com aquela palavra chave que eu vou entender em totalidade, mas não tem nada para entender em totalidade. Quantos livros você já comprou e já botou na prateleira da sua casa? E você os leu sem compreendê-los, porque não tem palavras que possam transmitir isso diretamente. Elas podem apenas apontar. O que conta é a sua capacidade de "entender" o simples, e de novo, não é entender. É a sua natureza, não há necessidade de fazer nada, é saber coisas básicas.



É da natureza da mente duvidar, duvidar que eu possa saber, duvidar que possa ser tão simples. Dê boas vindas às dúvidas, duvide! Olhe na direção certa e veja que a dúvida é irrelevante. Tem livros que dizem que aconteceu isto, que aconteceu aquilo. Aconteceu isto e aquilo e aquele outro para aquela pessoa, para aquele corpo-mente, para aquele mecanismo. Quem sabe para você é diferente. Uma coisa transcende essas diferenças periféricas, o que é?



O imperador Wu, da China, foi um imperador que fez muito, construiu muitos mosteiros e trouxe muito dinheiro para o Zen. Ele ouviu que Bodidharma estava vindo na direção da cidade onde ele morava. Ele, então, arranjou um encontro com Bodidharma, chamou-o para o castelo. Quando ele encontrou Bodidharma ele disse: "Eu tenho dado muito dinheiro para os mosteiros, para eles escreverem as escrituras, etc. Eu estou tendo muito mérito?" E Bodidharma respondeu: "Não está tendo mérito nenhum" . Ele tinha gasto muito e sabia que Bodidharma era um dos patriarcas vivos e ficou irado com Bodidharma, é óbvio, e então perguntou: "Sabes com quem estas falando?" Bodidharma disse: "Sei" . E o imperador: "Quem é você para me dizer uma coisa dessas?" Ao que Bodidharma disse: "Não tenho a menor idéia!" Está escrito, é a história. Eu não sei quem eu sou... É o mesmo significado do saber que você é uma coisa que não tem forma, não tem tamanho, não acontece, independe do que você pensa ou deixa de pensar, do que você faz ou deixa de fazer.



Nós, normalmente, visitamos o mundo através do que a gente pensa dele. Nós vemos as coisas sempre com um filtro. A gente dá nomes a tudo: árvore, animais... Tem uma coisa, no entanto, que não tem nome, e se você vê essa coisa, você não a reconhece, porque ela não é reconhecível. E essa coisa, definitivamente, não faz parte da sua experiência pretérita. Ela é uma coisa sempre nova porque ela vive no aqui e agora e no aqui e agora é onde ela mora.



É quem, na realidade, você é. É o que Bodhidharma disse: "Eu não sei quem sou" e veja bem, todas as pessoas que vieram aqui chegaram a mesma conclusão: "Eu não tenho a menor idéia de quem eu seja!" , e é exatamente esse não saber "quem eu sou" que você verdadeiramente é!



Quando você sabe que você não sabe quem você é, você sabe quem você é, porque aí não se confunde mais. Você não vai ficar mais identificado com seu corpo ou com sua mente. E o que eu estou tentando compartilhar com vocês é que, se você percebe o seu corpo e a sua mente, você não pode estar "dentro" deles.



A Consciência transcende o corpo! Por isso é que os "loucos" fazem viagem astral, não sei mais o que... Porque é exatamente isso, eles estão em todo o lugar ao mesmo tempo, na verdade eles não estão viajando, eles estão simplesmente vendo o que pode ser visto e que umas pessoas tem mais discernimento para ver do que outras. Mas não estão viajando nada, não tem ninguém indo a lugar nenhum. Eles não estão saindo do corpo e indo à África.



Se você observar, dentro da própria experiência, você vê que não tem como estar contido no seu corpo. Se você fechar os seus olhos, o que você observa? Não observa que é maior? Maior de tal forma que não sabe onde termina nem onde começa. Veja bem, se a Consciência está em todo o lugar, se a Consciência é tudo, onde que os corpos estão? Não é dentro da Consciência? A Consciência contém tudo. Tudo o que existe é Consciência, mais nada. Não tem nada fora da Consciência!



Tem aquele dizer do Osho que eu vou repetir. Não há peixe dentro d'água que esteja com sede. Já viu peixe com sede? Não, porque a essência do peixe é a água, faz parte, ele está ali, dentro d'água. É apenas uma metáfora quando eu falo a Consciência contém o todo, não dá para pensar em termos de matéria e de que está dentro... É apenas uma linguagem... A expressão que eu quero que você compreenda é que eu estou aqui e o meu Eu, Ele não é contido no meu corpo, Ele transcende o meu corpo e todos os corpos. Tudo está dentro de mim, não dentro mim, mas desse Eu que Eu sou. Porque esse Eu que Eu sou não começa em algum lugar, nem termina em lugar nenhum. Tudo que existe é essa Essência!



Quando você realiza quem você é, o mundo da periferia se torna uma brincadeira. Essa brincadeira os indianos chamam de "Leela". Mas estar identificado com seu corpo-mente é pura ilusão. E essa sensação os indianos chamam de "Maya", a ilusão dos corpos separados. A verdade é que os corpos todos estão acontecendo "dentro" de quem Eu sou. Não é eu Satyaprem, quem eu sou, é a Essência de todas as coisas, a Consciência. Porque quando você entra em contato, quando você realiza a sua Essência, que não é sua, você cessa de ser quem você é, seu limite é perdido... Não há nada, não pode ter nada. Você não tem espaço e não tem tempo, o que há então?





(Texto extraído do livro "Fragmentos de Transparência" , cap.4)



SATYAPREM



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